Em tempos em que tantas vozes se levantam no mundo, há um cântico que ainda continua a despertar o coração da igreja. Ele foi composto por H. Maxwell Wrigth, homem que dedicou sua vida a proclamar a salvação em Cristo Jesus. Sua letra nasceu com o peso da urgência missionária e com o clamor de Deus pela humanidade perdida.
Ao ler e cantar cada estrofe, somos levados a pensar sobre milhões de pessoas que ainda estão em trevas e precisam ouvir o Evangelho. Esse hino mexe com nossa fé e nos chama a ação. Hoje, vale a pena parar um instante, meditar em cada palavra e deixar o Espírito Santo tocar sua vida enquanto você ouve e canta a letra do hino.
Quem Irá?
| 1 Eis os milhões, que em trevas tão medonhas Jazem perdidos, sem o Salvador! Quem, quem irá as novas proclamando, Que Deus, em Cristo, salva o pecador? “Todo o poder o Pai me deu, Na terra, como lá no céu! Ide, pois, anunciar o Evangelho, E eis-me convosco Sempre!” 2 Portas abertas, eis por todo o mundo! Cristãos, erguei-vos! Já avante anda!! Crentes em Cristo! Uni as vossas forças. Da escravidão os povos liberta!. 3 “Ó vinde a mim! A voz divina clama, “Vinde!” Clama! em nome de Jesus: Pra nos salvar da maldição eterna, Seu sangue derramou por nós na cruz. 4 Ó Deus apressa o dia glorioso, Em que os remidos todos se unirão, E, em coro excelso, santo, jubiloso, P’ra todo o sempre, glória a Ti darão. |
O coração desse cântico é simples, mas poderoso. Ele aponta para a grande ordem de Jesus: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). A pergunta lançada não pode ser ignorada: Quem irá? O hino da harpa 65 mostra que não é tempo de cruzar os braços, mas de avançar. Os versos revelam que portas estão abertas e que povos inteiros esperam ouvir sobre a liberdade que há em Cristo. Isso não é apenas sobre pregadores conhecidos, mas sobre cada cristão que recebeu do Senhor a missão de levar a boa notícia da salvação.
Ao cantar sobre a voz de Cristo chamando os cansados, vemos claramente o eco do que Ele mesmo declarou: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). O sangue derramado na cruz é lembrado como o centro da esperança, o preço pago para nos libertar da condenação eterna. O hino da harpa 65 não aponta para um esforço humano, mas para a graça abundante do Salvador, que entregou sua vida por todos.
E como não olhar para o futuro glorioso descrito na última estrofe? O dia em que os remidos se unirão em um só coro para engrandecer a Deus. A palavra de Apocalipse 7:9 se cumpre nesse quadro: “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos”. Essa esperança move nossa fé. O hino aponta para o presente, mas também para a eternidade, lembrando que haverá um encontro glorioso diante do Cordeiro.
Quando olhamos para esse hino de número 65, percebemos que ele nos coloca frente a frente com uma responsabilidade santa. Não podemos ficar indiferentes ao clamor de milhões que ainda não conhecem a Cristo. Somos chamados a agir, a orar, a contribuir e a ir. Mas também somos lembrados da vitória que nos espera, de que no fim da jornada, estaremos juntos, rendendo glória eterna ao nosso Senhor. Não há obra mais preciosa do que se entregar à missão que Ele confiou em nossas mãos.
Oração por Missões e Salvação
Senhor nosso Deus e Pai amado, diante da Tua presença reconhecemos que há multidões que ainda vivem sem a luz do Evangelho. Pedimos que o Teu Espírito desperte em nós a coragem e a compaixão de anunciar a salvação em Cristo Jesus.
Que possamos dizer “Eis-me aqui” e não recuar diante da grande comissão. Usa-nos em nossas casas, em nossas cidades e até os confins da terra, para que muitos conheçam o poder libertador do Teu Filho.
Que as portas que o Senhor abriu não sejam desperdiçadas, mas que sejamos fiéis em atravessá-las. Sustenta os que estão em campos missionários, guarda suas famílias e dá frutos abundantes ao trabalho de suas mãos. E que um dia possamos estar todos reunidos diante do Teu trono, cantando em uníssono, eternamente, ao Cordeiro que venceu.

