Compositor / S.N Samuel Nyström
1 Da cruz, a palavra é fiel,
Aleluia! Aleluia!
Chamando aquele que é infiel,
Aleluia! Aleluia!
Qualquer temporal pode vir,
A mensagem mui firme ‘stá:
Que Jesus veio nos remir,
Pela morte sobre a cruz.
Aleluia! Aleluia! A palavra da cruz é poder.
Aleluia! Aleluia! Para quem em Cristo crer.
Aleluia! Aleluia! A palavra da cruz é poder.
Aleluia! Aleluia! Para quem em Cristo crer.
2 Morrendo por nós lá na cruz,
Aleluia! Aleluia!
Vitória nos ganhou Jesus,
Aleluia! Aleluia!
Ali o Cordeiro de Deus
Veio a graça do céu raiar!
Nos salvou quem veio dos céus,
Pela morte, sobre a cruz.
3 Não me envergonho da cruz,
Aleluia! Aleluia!
Pois deu-me vida, deu-me luz,
Aleluia! Aleluia!
O caminho pra o céu se abriu,
Para todo o vil pecador,
Quando Cristo nos redimiu,
Pela morte sobre a cruz.
Significado do louvor
Da cruz não parte um discurso frágil, mas uma palavra que permanece quando tudo treme. Enquanto o mundo tenta silenciar o escândalo do Calvário, o hino afirma que ali Deus falou de forma definitiva, chamando até o infiel para perto. A firmeza dessa voz atravessa temporais e não perde força com o tempo, porque está ancorada no ato supremo de redenção.
Paulo declarou que “a palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1 Coríntios 1:18). Na cruz, Deus não negociou a salvação. O Cristo que morreu ali não deixou espaço para alternativas humanas; ofereceu reconciliação plena por meio do próprio sangue, sustentando uma esperança que não depende das circunstâncias.
O segundo cântico fixa o olhar no sacrifício voluntário do Filho. Não foi derrota, foi vitória conquistada com obediência. O Cordeiro que João apontou — “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29) — entregou-Se sem resistência para que a graça brilhasse sobre os culpados. Ali, o céu se inclinou à terra, e o resgate foi pago de uma vez por todas. A cruz não foi acidente, foi propósito eterno. Como afirma Isaías: “Ele foi ferido por causa das nossas transgressões” (Isaías 53:5). Nesse madeiro, a justiça foi satisfeita e a misericórdia encontrou caminho para alcançar pecadores.
Quando o hino declara não haver vergonha da cruz, assume-se uma postura pública e pessoal. Aquele instrumento de morte tornou-se fonte de vida e luz, abrindo um caminho antes inacessível. Jesus afirmou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6), e esse caminho foi inaugurado com Seu sacrifício. A cruz abriu acesso onde só havia condenação. Por isso, o crente não se esconde, pois sabe que foi ali que recebeu perdão e direção. Como escreveu o apóstolo: “Quanto a mim, não me glorie senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gálatas 6:14).
Oração por fé firmada no sacrifício de Cristo
Papai Querido, aproximo-me com o coração quebrantado diante do que foi feito por mim. Reconheço que nada em minhas mãos poderia pagar o preço que Teu Filho assumiu. Agradeço porque, naquele madeiro, o amor venceu o pecado e a esperança nasceu onde antes havia culpa.
Sustenta-me quando as pressões tentam enfraquecer minha fé e quando o silêncio parece mais alto que a verdade. Que meus passos sejam firmes, não por mérito próprio, mas pela obra perfeita de Jesus. Guarda meus pensamentos, fortalece meu interior e mantém meus olhos atentos ao Teu querer.
Quando o medo surgir, lembra-me do valor do sangue derramado; quando o cansaço chegar, renova minhas forças; quando eu vacilar, segura-me com Tua graça. Que minhas palavras e atitudes revelem gratidão sincera e compromisso verdadeiro Contigo. Recebe esta oração como expressão de confiança e entrega. Em nome de Jesus, amém.
Conclusão
Ao cantar essas verdades, o coração é alinhado com uma fé que não depende de aplausos nem de cenários favoráveis. A confiança passa a repousar na obra consumada, e não na força pessoal. Isso produz firmeza, gratidão e coragem para seguir em frente, mesmo quando o mundo rejeita essa mensagem.
Quem foi alcançado pela cruz não vive mais do mesmo jeito. O cotidiano ganha outro peso, as escolhas passam por outro filtro, e a esperança deixa de ser frágil. A comunhão com Deus se torna concreta, sustentada por um amor que se provou até o fim, e a caminhada segue marcada por reverência, alegria e entrega sincera.

