Quando cantamos um hino da Harpa Cristã, não estamos apenas entoando versos, mas revivendo uma fé que atravessou gerações. O cântico de número 32, “Meu Cristo! Meu Cristo!”, traduzido por H. Maxwell Wrigth, é um desses tesouros que nasceram da inspiração de Deus e chegaram até nós para fortalecer nossa devoção. Wright dedicou sua vida a compor e traduzir cânticos que exaltam o Senhor, e este hino em especial revela a grandeza do Salvador de maneira simples e profunda.
Ele coloca na boca do crente palavras que transbordam de amor, entrega e reconhecimento da obra de Cristo. Por isso, convido você a ler atentamente a letra e deixar que cada verso se transforme em uma oração, e, se possível, cante com fé, exaltando ao Senhor que nos resgatou.
Meu Cristo! Meu Cristo!
| 1 Quem do céu por mim desceu, Tudo em meu lugar sofreu, E por mim na cruz morreu? Foi Cristo! Foi Cristo! Os meus pecados expiou: De toda a pena me livrou! Da maldição me resgatou, Meu Cristo! Meu Cristo! 2 Quem me trouxe, qual pastor, Seu cordeiro com amor? Quem quis ser meu Salvador? Foi Cristo! Foi Cristo! 3 Quem com branda compaixão, Derreteu meu coração? Deu-me plena salvação? Foi Cristo! Foi Cristo! 4 Quem diz: “Não te deixarei, Nem te desampararei, Sempre te socorrerei?” É Cristo! E Cristo! 5 Quem é digno de louvor? Quem merece o meu amor? É Jesus, meu Salvador, Meu Cristo! Meu Cristo! As minhas trevas dissipou! Minha alma enferma Ele sarou! Meu coração Ele alegrou! Meu Cristo! Meu Cristo! |
A alma que canta este hino percebe a grandeza da obra realizada na cruz. O coração se curva diante do sacrifício de Cristo, que nos amou primeiro e não poupou a si mesmo. Como está escrito: “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). A música abre espaço para uma entrega sincera, onde cada repetição do nome de Jesus ecoa como uma confissão de fé, lembrando que só Ele é digno de toda honra. Ao entoar essas palavras, o cristão não apenas canta, mas declara que sua vida pertence ao Senhor.
Há também no cântico a certeza de redenção. Cristo levou sobre si os nossos pecados, e essa verdade se confirma nas Escrituras: “Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados” (1 Pedro 2:24). Quando a igreja canta “Meu Cristo! Meu Cristo!”, a lembrança desse ato de amor nos envolve e nos dá plena convicção de que não caminhamos sozinhos. A cruz foi suficiente, e o sangue do Cordeiro abriu para nós o caminho da salvação.
Outro ponto forte desse hino é a esperança futura. Ele aponta para a certeza de que, depois desta vida, a voz dos salvos se unirá no céu em um cântico perfeito. Essa esperança se encontra nas palavras de Jesus: “Na casa de meu Pai há muitas moradas” (João 14:2). O hino nos transporta para além do presente, firmando nossos olhos no eterno. Quando a batalha aqui findar, não haverá mais dor, apenas louvor diante do trono do Cordeiro.
Através desse cântico o cristão aprende que não existe maior tesouro do que viver em comunhão com Cristo. Ele mostra que o verdadeiro sentido da fé está em confiar no sacrifício que nos trouxe perdão e salvação, mas também em manter viva a chama da adoração até o fim. Ao cantar o hino de número 32, somos conduzidos a um relacionamento mais íntimo com o Senhor, que não se limita ao que já recebemos, mas também se volta para a esperança gloriosa que nos aguarda.
A vida cristã se fortalece quando reconhecemos o preço pago na cruz e respondemos com gratidão, santidade e louvor. Cantar essas palavras é reafirmar diariamente que pertencemos a Jesus, e que nada pode apagar a vitória conquistada por Ele.