A Harpa Cristã nos presenteia com canções que atravessam gerações, e uma delas foi escrita por H.M.W. H. Maxwell Wrigth, que, inspirado por Deus, compôs versos cheios de gratidão ao Salvador. Em cada linha percebemos a sensibilidade de alguém que compreendeu o valor da cruz e o transformou em cântico.
O autor conseguiu dar voz à alma redimida, conduzindo o povo de Deus a erguer um louvor que nasce do coração. Ao ouvirmos e cantarmos, sentimos que o Espírito Santo nos convida a exaltar o Redentor com todo o ser, lembrando que cada palavra é fruto da experiência com Cristo.
Glória ao Meu Jesus
| 1 Por mim sofreu o Salvador, Glória! Glória ao meu Jesus! Louvai, comigo, ao Redentor! Glória! Glória ao meu Jesus! Jesus! Jesus! Ó Salvador; É doce o nome do Senhor; Abrasa -me com santo amor; Glória! Glória ao meu Senhor. 2 C’oa meus pecados carregou, Glória! Glória ao meu Jesus! E sobre a cruz me resgatou. Glória! Glória ao meu Jesus! 3 Eu sei que perdoado estou, Glória! Glória ao meu Jesus! E, com certeza, ao céu eu vou! Glória! Glória ao meu Jesus! 4 E, quando a guerra aqui findar, Glória! Glória ao meu Jesus! No céu, melhor, eu vou cantar, Glória! Glória ao meu Jesus! |
Há uma confissão de fé presente em cada estrofe, revelando que Jesus levou sobre si nossas transgressões. Ele suportou o peso que era nosso, como anuncia o profeta: “Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades” (Isaías 53:5). Essa verdade sustenta nossa fé e dá sentido a cada verso entoado. O sofrimento do Senhor não foi em vão, mas parte do plano perfeito de salvação que alcançou a todos que n’Ele creram.
Entre os versos que se repetem com intensidade, existe uma declaração que resume a alegria do salvo. É quando a expressão Glória ao Meu Jesus irrompe como grito de vitória, traduzindo em poucas palavras a grandeza da redenção. Essa certeza nos enche de esperança e renova a gratidão em nossa caminhada. O apóstolo Paulo descreveu bem essa convicção ao escrever: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 6:23).
Também há uma esperança futura que ressoa com força nesse cântico, apontando para o dia em que toda luta terá fim. E será naquele momento, diante do trono, que a voz do cristão se tornará ainda mais firme, proclamando Glória ao Meu Jesus como louvor eterno. O apóstolo João descreveu essa visão em Apocalipse 7:10: “Ao nosso Deus que se assenta no trono e ao Cordeiro pertence a salvação”. Assim, o louvor que aqui entoamos se torna apenas um ensaio do que viveremos no céu.
Na caminhada de fé, o hino de número 31 mostra que a vida do cristão não é marcada pela dúvida, mas pela certeza de que a cruz já decidiu nossa história. Ele direciona nossos olhos para a vitória que já nos foi concedida e nos chama a viver de maneira grata diante do Senhor.
Ao entoar essas palavras, aprendemos a transformar as dores em cânticos, as batalhas em confiança e a vida em testemunho de fé. Enquanto os dias passam, o cântico continua ecoando como voz de esperança, lembrando que o final já está escrito: estaremos para sempre com o nosso Salvador.