Quando Jesus prometeu aos discípulos que enviaria o Consolador, muitos não compreendiam a grandeza do que estava por vir. Porém, no dia de Pentecostes, a promessa se cumpriu com poder, e todos que estavam reunidos foram cheios do Espírito Santo.
Foi desse acontecimento glorioso que nasceu o cântico tão conhecido por nós, escrito por A.S Almeida Sobrinho, que com sabedoria traduziu em versos a chama ardente que inflamou o coração da Igreja. O hino da Harpa 24, intitulado “Poder Pentecostal”, nos leva a meditar nessa experiência que não ficou restrita ao passado, mas continua atual para cada crente que busca de coração sincero.
Poder Pentecostal
| 1 No Pentecostes sucedeu O que Jesus falou, Pois de repente lá do céu Um vento assoprou, Que veio a casa toda encher E os corações com mui poder. Poder, poder, poder pentecostal. Ó vem nos Inflamar, Também nos renovar; Ó vem, sim, vem, ó chama divinal, Teus servos batizar. 2 Em cada um veio repousar A preciosa luz, O Preceptor que veio ficar Co’os servos de Jesus; Foi o fogo santo do Senhor. Que os encheu com Seu vigor. 3 E começaram a falar, Repletos de poder, Em outras línguas exaltar Ao que mandou trazer Os ricos dons do Seu amor E o poder consolador. 4 E quem deseja receber Esta água salutar. Que é prometida ao que crer E humilde esperar, Perseverando em oração, Terá poder seu coração. |
Esse cântico relembra o vento impetuoso que encheu a casa, o fogo santo que pousou sobre cada um, e a transformação que aconteceu naquele dia. O Poder Pentecostal, prometido pelo Senhor, foi derramado para dar ousadia, renovar forças e fortalecer a Igreja em sua missão. O autor não apenas narra o evento de Atos 2, mas também nos chama a buscar esse mesmo revestimento, porque a promessa é para todos quantos o Senhor chamar (Atos 2:39).
Ao cantar esse louvor, somos levados a compreender que o Espírito Santo é quem ilumina, consola e derrama dons sobre os servos de Cristo. Foi Ele que, em Jerusalém, encheu os discípulos de coragem e os fez testemunhar em outras línguas, exaltando a grandeza de Deus (Atos 2:4). Essa mesma chama ainda está disponível, e quem perseverar em oração, como nos ensina a última estrofe, pode ter sua vida batizada com o fogo do céu.
O hino também aponta para a necessidade de humildade diante do Senhor. A promessa é dada àquele que crê e espera em oração, assim como Jesus declarou: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (João 7:37). A fonte continua aberta, e aqueles que desejam ser cheios dessa água viva recebem o fortalecimento necessário para caminhar e servir. Assim, cada verso nos conduz a buscar o que o Pai já preparou para o Seu povo.
Cantar “Poder Pentecostal” é mais que relembrar um acontecimento histórico, é viver a realidade de que o Espírito Santo foi derramado sobre a Igreja e permanece conosco, fortalecendo cada servo, guiando a cada passo e derramando graça abundante (João 14:16). A letra conduz o coração para o altar, lembrando que o fogo divino ainda desce sobre os que se consagram e esperam com fé.
Quando meditamos no hino de número 24, percebemos o quanto ele desperta em nós o desejo de buscar a plenitude do Espírito. Ele mostra que o cristão não foi chamado para viver de suas próprias forças, mas para ser revestido do alto, vivendo uma fé mais viva, mais firme e mais ardente.
Ao entoar essas palavras, somos encorajados a não nos conformar com a frieza espiritual, mas a nos colocar diante do Senhor em oração, até que esse fogo inflame novamente nossa alma. Essa é a lição que devemos guardar: a promessa continua viva, e o Espírito Santo continua pronto a batizar, renovar e fortalecer cada crente que se coloca diante de Deus com fé sincera.